Direitos Humanos, Migração e Refúgio

No passado dia 19 de novembro decorreu, no auditório da Escola Profissional de Montijo, mais uma atividade promovida pelo PICA- Projeto de Intervenção Cultura e Arte, integrada no ciclo dedicado aos Direito Humanos. A sessão “ À conversa com…” contou com a participação do Alto Comissário para as Migrações, Pedro Calado e da fotógrafa Joana Bom, autora da obra fotográfica que integra a exposição patente no átrio deste estabelecimento de ensino, “Refugiados, entre Grécia e a Macedónia”, inaugurada também nessa tarde.
O vasto conhecimento e experiência sobre a temática das migrações, assim como as suas características como orador, tornaram a apresentação de Pedro Calado muito clara, cativante e esclarecedora. Promovendo momentos de aprendizagem ativa e reflexiva sobre um assunto tão atual e relevante para a consolidação da Democracia e dos Direitos Humanos, o Alto Comissário deu mais um contributo para o combate de preconceitos através do conhecimento da realidade e para o derrube dos muros que existem em torno da questão dos refugiados. Neste contexto fará sentido lembrar a escritora Chimamanda Adichie que nos alerta para os perigos da “história única”, conduzindo à criação de estereótipos.


Num ano em que se assinalam os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, é importante reforçar os valores que devem nortear a Humanidade, promover o respeito pela dignidade da pessoa humana e a solidariedade com o “outro”.
Joana Bom, jovem formada em Economia, tem vindo a desenvolver o seu gosto pelo fotojornalismo, debruçando-se sobre temas de conflito na conjuntura atual, como a questão do fluxo de refugiados na Europa. Na sua intervenção, a fotógrafa Joana Bom partilhou a experiência vivida ao acompanhar o percurso dos refugiados que usaram a Grécia como porta de entrada entre setembro e outubro de 2015 e que enfrentaram como primeira fronteira europeia a Macedónia.
Convidamos a comunidade a visitar a exposição e conhecer o trabalho de Joana que escolheu a fotografia para retratar o drama dos refugiados e registar aquilo que nunca deveríamos ter visto no porto de Pireus, na Praça Vitória e no campo de refugiados em Gevgelija.
São imagens às quais é impossível ficar indiferente e que não iremos esquecer, mesmo que as vejamos só uma vez.